Sustentabilidade e arquitetura

Um bom caminho para o futuro!

Nos últimos anos, a arquitetura sustentável vem ganhando força no Brasil. Diversos conceitos passaram a ser divulgados para incentivar a construção ecológica, entre eles: a eficiência energética, o uso racional da água, a preferência por materiais ecologicamente corretos e a preservação ambiental. Olhar o meio ambiente como um fator limitante e fazer a natureza trabalhar a favor da arquitetura, pode sim ser uma ótima ideia.

Segundo estudos, os edifícios são os principais responsáveis pelos impactos na natureza. Eles consomem mais da metade da energia usada em um país desenvolvido, e produzem gases que modificam o clima do planeta.

Assim, criar uma harmonia entre o objeto final, o processo de construção e o meio ambiente é o grande desafio da arquitetura sustentável. Desafio este que deve enxergar a construção como parte de um habitat, levando em conta as características do ambiente, como disponibilidade de água, a chuva, o vento, a orientação solar, a vegetação, e outros.

Segundo a arquiteta Raquel Blinovas, de São Paulo, o primeiro passo para um projeto sustentável é respeitar o meio ambiente e aproveitar os recursos naturais do local, como insolação, ventilação e reuso da água, como captação da água pluvial. Visando desde a construção até a demolição ou reciclagem. As vantagens de um projeto ecologicamente correto vão desde a produtividade e saúde do usuário, até a redução dos riscos e dos custos no investimento.

Dados do IBGE apontam que de 2007 para cá os investimentos nesta área aumentaram. Um exemplo é o Green Building Council Brasil, que faz parte do World GBC, a união dos Conselhos Nacionais de Green Building de todo o mundo. Ela representa a maior organização internacional que influencia o mercado de construção verde, além de ser responsável por emitir o selo LEED (Liderança em Energia e Design para o meio-ambiente).

“Apesar do custo do projeto sustentável ser maior, uma recompensa pode ser sentida lá na frente. Por exemplo, quando optamos pelo uso de lâmpadas de LED, que economizam muita energia, o cliente tem que estar disposto a gastar mais que o dobro de uma iluminação convencional, justamente pelos produtos que levam os selos LEED terem o preço maior. Porém o seu gasto na conta será menor. Mas apenas uma pequena parcela de clientes tem essa preocupação. Falta um pouco de consciência das pessoas. Outro fator que dificulta são as normas complexas e burocráticas que ainda não conseguimos viabilizar o conceito.”, explica a arquiteta.

Por: Mariana Collini

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